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日志


5月9日

SUA MAJESTADE, O PIERRÔ

PIERRÔ

Grande és pela estigma!

Se gostos tivesses pelo viver...

Serias tu um Salomão?

Se no desgosto das rotinas,

-         sem harmonia, sem sonhos, , ... vazios tudo -

são teus  feitos atos de maestria,

o que não farias,

se coroasse a alegria  os teus passos?!

Que seria dos Arlequins,

De quem seriam as Colombinas?

Seriam todos os corações teus,

O pleno viver em teu favor

Afrontando o deboche invejoso ( de Arlequins)

À longos risos de horizonte ( de Colombinas)

Porém desenhou-lhe a face

A lágrima  inconsolável do desagrado ( de Pierrô)

Um moribundo a fazer dos dias findos

Uma longa caminhada de alma penada

A seguir a própria sombra

Na busca  de paz

-         que bem sabe –

não pouparão os vermes

até que  lhe devorem o tutano dos ossos.

Foges, foges,...

Que nem a morte lhes convém!

 

JDM – 05/03/2007

 

Pierrô nas encruzilhadas da traição

 Amei a Musa dos Ventos

Que também amava Anjo Minha,

Uma Julieta sem Romeu

Que me enlaçava em agrados

Ao tempo que derramava seu prazer

À Musa minha dos Ventos.

Também nesse tempo

Amou o Cavaleiro Fidalgo

A Devassa Sedução

A quem também amei e desejei

À força de ciúme e prazer.

Vieram outros tempos,

Aos palcos novos personagens

_ o Pierrô e a Colombina

à mercê do Arlequim vil.

Então, doutros tempos

Veio a Musa dos Ventos novamente

Somar a quatro

Os corações cúmplices no mesmo leito de traição.

 Pouco durou a confraria de tolos.

Porém, ardiloso tornou o Arlequim, pôs em prova o Pierrô

E louco que sempre fora

Por um Imperato adulterou-se

E a mui outros tantos!

Orgulhoso, danou-se o Pierrô

A imitar-lhe o ato vil.

Embriagado na  insanidade vingativa

Acabou perdendo o encanto próprio

À sombra de Majestade qualquer.

Enquanto à sombra da traição

Cativou-lhe a Ninfa de Aparências Nobres.

Mais uma vez

danou-se o Pierrô à manipulação de uma rameira.

Nas encruzilhadas dos amores tantos

Amores nômades, flagelos de honra,

 Perdura o Pierrô,

Cachorro desarvegonhado

 A espreita de carcaças de prazer!

 

JDM – 11/03/2007

 

Pierrô, quem sou?!

Quem és tu, ó Pierrô misterioso?

Que se faz lírio nos campos da solidão

Para tornar-se erva-daninha nos jardins do próprio coração?

-As rosas todas

-As flores tudo,

paixões primaveris, amores fecundos

órfãos de outono,

sepultados no lamaçal frio do ciúme possessivo

que a tudo injeta o fel  da infelicidade.

-Malditos Arlequins!

-Infelizes Colombinas!

Os abutres lhe desejam a carne,

Os vermes revolvem-lhes as estranhas,

Mas pouco encontrarão o que tanto desejo!

Ao túmulo irei n`algum dia

Com vós , heras-venenosas,

Nupciar a carniça mútua,,

Mas de belo, bem sei,

Pouco há de florescer

Do Pierrô que lhe amaldiçoa o amor infiel!

 JDM – 08/03/2007

A lágrima do Pierrô

Vais Pierrô!

Mascara a força

Nas graças  risonhas

Do palhaço triste  que és

Enquanto mata-lhe o vazio dos dias findos!

 

A alegria dos atos teus

Esconderijo do martírio silencioso

Onde todos lhe vêem a risada,

Mas pouco compreendem a piada

 

Ainda que removida a maquiagem,

Perdura à lagrima

A macular o sorriso

De bobo alegre,

 

Vassalo doutros  corações,

Inimigo  ao próprio,

Uma ave sem horizontes,

Um prisioneiro sem grades,

 

Um porra de merda

Que chora, chora, ...

O palhaço que morre

Por sorrir sem graça

Ao agrado de todos!

 

JDM – 09/03/2007

A Piada  Que Viu o Palhaço

 Palhaço que tanto ( fez!),

Que tanto (faz!) pr`aparecer!

Do personagem à piada,

Esquecido de ser

Caiu a máscara

De riso largo, esgar viperino

Boiando no espelho da própria ironia!

-         Ria, ria, ...!-

Morre a alegria

Perdura  a piada

( do banguela – coxo – atrofiado),

escárnio adiposo de vermes famintos,

que na quizília do tempo

lhe mata a paciência e na falta de riso

morre também a piada

a juntar-se às cinzas sem graça.

 

Lamentos!?

Dorme a vingança

No silencio profundo do sepulcro!

 

[ Nem sempre se escreve com a tinta da inspiração,

mas também pelo fel da intenção!]

 SITE DE ACARI - RN       

 

JDM – 04/03/2007

 

评论 (1)

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FERNANDA发表:
Olá! Venho ao seu space agradecer pela visita.Minhas poesias, não são auto-biográficas. Escrevo  sobre aquilo que leio por aí, em minhas muitas andanças, e as vzs, apenas acrescento um q de meus pensamentos...pelo jeito, ando lendo muita nostalgia, não é?rsrs...
Parabéns pelo space,interessantíssimos os textos acima.Gostei mt.
5 月 9 日

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